Quando Retificar um Motor? Vale a Pena?

Quando um veículo é muito utilizado, suas peças estão em constante funcionamento e atrito, trabalhando à altas temperaturas. Isto gera o desgaste e a deterioração destas, o que pode comprometer o funcionamento geral do veículo. Logo, é preciso estar sempre atento à ruídos e outros possíveis sinais de avarias, para que seja identificado o momento correto para realização a retífica do motor. A retífica é o processo em que um profissional adequado desmonta o motor, analisa todos os seus componentes e identifica quais necessitam de ser trocados. Este procedimento pode ser feito parcialmente ou completamente.

Comumente, a retífica deve ser feita após o veículo rodar 200 mil km, ou quando ele é muito usado e desgastado, transitando em situações adversas. Os principais sinais que demonstram a necessidade de realização da retífica são alto consumo de lubrificante, excesso de fumaça sendo eliminada pelo escapamento, baixa potência do motor, consumo excessivo de combustível, dentre outros. A retifica vale a pena, caso o procedimento seja feito da forma adequada e não custe mais da metade do valor total do veículo.

Como e quando deve ser feita a retífica?

A retífica é um processo em que o mecânico desmonta e realiza a análise de todas as peças do motor, reparando danos atuais e outros que podem futuramente ocorrer, por meio da substituição dos componentes. Este processo pode ser feito parcialmente ou completamente, de acordo com a necessidade de cada veículo.

Durante a retífica, realiza-se a limpeza das peças, eliminação de resíduos, regulagem das folgas entre pistões e cilindros, além de remontagem do motor.

Saiba se a retífica vale a pena

A retífica do motor deve ser feita quando as peças estão muito desgastadas, apresentando sinais de tal, ou quando o veículo ultrapassou os 200 mil km rodados.

A retífica comumente deve ser feita após os veículos rodarem 200 mil km. Porém, atualmente, eles podem chegar até os 300 mil km sem que este processo seja exigido. Porém, mesmo alguns veículos que rodaram menos destas quantidades podem exigir a retífica, de acordo com o nível de desgaste.

Os sinais mais comuns, que indicam a necessidade de retífica, são o alto consumo de óleo lubrificante, excesso de fumaça saindo pelo escapamento, baixa potência, alto consumo de combustível, motor superaquecendo, ruídos vindos do motor, quebra da correia dentada, falta de óleo e embreagem desgastada.

Ao retificar apenas a parte de baixo do motor, realiza-se a regulagem e conserto do bloco, que inclui os cilindros, virabrequim, pistões e anéis. Pode-se recuperar os cilindros, deixando-os em uma medida superior ou passando-os para a medida Standard, com as folgas ideais para que os pistões e anéis funcionem corretamente.

Na retífica da parte inferior, também, o berço no qual o virabrequim é alojado deve ser retrabalhado. Já os pistões, após serem medidos, podem ser reaproveitados. Entretanto, é recomendado que eles sejam substituídos por novos, assim como os anéis.

Já quando retifica-se a parte de cima, abrange-se o cabeçote, válvulas, guias e sedes. No cabeçote, deve ser feito um teste hidrostático, jato de micro esfera e plainação da base. Além disso, as guias guias das válvulas de admissão e escape devem ser substituídas. As válvulas, sedes de admissão e escape devem ser retificados.

Vale a pena?

Apesar da retífica deixar o motor do veículo como se este fosse novo, é preciso estar atento e considerar se o processo realmente vale a pena. Quando o motor está muito desgastado e danificado, muitas peças precisam ser substituídas ou reparadas, o que torna o processo caro. E, este preço pode ser excessivo, caso seja maior do que o do próprio carro ou mais do que a metade do valor total deste.

Ademais, a retífica também só irá valer a pena caso o processo seja realizado por um profissional competente, que realize os reparos necessários e a remontagem correta. Caso a retífica seja feita de forma inadequada, o motor pode sofrer mais danos e superaquecer.

 

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