É Possível Reparar um Para-Brisa Trincado?

Você está trafegando por uma via com uma velocidade razoável quando uma pequena pedra ou outro detrito atinge o seu para-brisa, causando uma trinca. O que fazer? Tem concerto? Muita gente não sabe, mas é totalmente possível reparar uma para-brisa trincado, economizando assim uma boa quantia de dinheiro, já que o serviço é bem mais barato do troca total da peça.

A possibilidade de reparo depende do tamanho do dano, logicamente. Embora algumas empresas garantam resultados mesmo para avarias maiores, o conserto será aconselhável apenas para quando a rachadura não ultrapassar o tamanho de 10 centímetros. Para maiores danos, o melhor é a troca total do para-brisa, para mais segurança e garantia de área não ficará mais frágil.

O que fazer?

A primeira coisa a se fazer, ao perceber que o para-brisa está trincado, é isolar o local, mantendo-o limpo e sem umidade, para evitar que o dano aumente ou que sujeira e poeira entrem na rachadura, o que pode trazer problemas no momento do reparo.

Isso é extremamente importante, mas também é muito simples. Basta cobrir todo o local danificado com alguma fita adesiva, preferencialmente transparente, para não atrapalhar a sua visão no momento de dirigir. Algumas seguradoras fornecem adesivos próprios para essa finalidade como brinde, mas caso você não possua um desses, poderá improvisar qualquer outro adesivo sem problemas. Pode-se utilizar plástico filme ou até mesmo um conjunto de adesivo e plástico bolha.

Depois, basta levar o automóvel para uma empresa especializada no reparo de para-brisas. O processo dura em média cerca de 30 minutos, e o preço pode variar de 70 a 200 reais, dependendo das especificações, do tamanho da trinca e da marca.

Não é recomendável ficar andando com o veículo com o para-brisa trincado, para evitar que o dano aumente. Por isso, após colocar a fita adesiva, leve o carro para o reparo o mais rápido possível. Além disso, o para-brisa trincado é muito mais sensível do que um completamente sem avarias. Então, qualquer objeto que bater nele pode causar um dano ainda maior e irreparável.

Reparo Para-Brisa

O reparo de um para-brisa quebrado dura cerca de 30 minutos.

Há, porém, duas situações em que, mesmo quando a avaria for menor do que 10 centímetros, não será possível o reparo. A primeira é quando o dano é causado na linha de visão do condutor. Isso porque a legislação brasileira não permite. O outro caso é quando a trinca está nas bordas do vidro, aquela área em que ele começa a ficar mais escuro.

Segundo a resolução 216, publicada pelo Contran:

Art. 2º Para efeito desta Resolução, as trincas e fraturas de configuração circular são consideradas dano ao pára-brisa.

Art. 3º Na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das bordas externas do pára-brisa não devem existir trincas e fraturas de configuração circular, e não podem ser recuperadas.

Art. 4° Nos pára-brisas dos ônibus, microônibus e caminhões, a área crítica de visão do condutor conforme figura ilustrativa do anexo desta resolução é aquela situada a esquerda do veículo  determinada por um retângulo de 50 centímetros de altura por 40 centímetros de largura, cujo eixo de simetria vertical é demarcado pela projeção da linha de centro do volante de direção, paralela à linha de centro do veículo, cuja base coincide com a linha tangente do ponto mais alto do volante.

Além disso, a legislação prevê multa para veículos que circulem com rachaduras na campo de visão de motorista, ou seja, na área por onde passam os limpadores. Essa é considerada uma infração grave, com multa de R$ 195,23, mais cinco pontos na carteira.

O processo de reparo do para-brisa é bastante simples. Consiste na aplicação de uma resina especial, que é aquecida e preenche toda a área danificada, eliminando todos os vestígios de ar e unindo as partes separadas. Após a secagem, é feito um polimento, eliminando os resíduos da resina e dando um acabamento perfeito.

A correção pode ser feita somente em vidros laminados, como os para-brisas, e na parte externa. Isso porque esse tipo de vidro é uma espécie de “sanduíche”, em que uma lâmina de plástico forma uma única peça com dois vidros de cada lado. Isso ocorre para evitar que o vidro estilhace, e assim cause danos ao motorista ou passageiro do banco frontal.

Já os outros vidros do veículo, traseiro e laterais, que são temperados e por isso estilhaçam com maior facilidade. Por esse motivo que o reparo não é possível para esses vidros, podendo ser realizado apenas para o para-brisa.

É sempre importante destacar que quanto antes o reparo for realizado, maiores são as chances de o vidro retornar ao seu estado original.

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