Em 2014 não existirá mais gasolina comum
Até em 2014 não existirá mais a gasolina comum no mercado brasileiro.
Esta decisão foi tomada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível), idéia do órgão é de que fique obrigatório que toda gasolina, comercializada em nosso país seja aditivada. A medida tem como objetivo, reduzir a quantidade de poluentes emitidos e preservar os Motores dos veículos, que atualmente correm o risco de se tornarem depósitos de partículas sólidas que se formam no combustível.
Bombas de Gasolina

A caminho do sucesso da medida, no entanto, ainda existe um problema tecnológico a ser resolvido.
O problema é o seguinte, em função das características da gasolina que atualmente é distribuída no mercado, que é misturada com cerca de 20 a 25 por cento de etanol, muitos dos aditivos usados podem não ser eficazes, podendo em alguns casos, agirem de forma contrária do esperado, uma vez que estes podem contribuir para a formação de depósitos, ao invés de evitar que os mesmos se formem.
Afim de testar o efeito desses aditivos no motor, e quem sabe aprimorá-los, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) está montando um Laboratório de Motores, e cerca de R$ 5,07 milhões serão investidos em pesquisas. Quem deverá bancar tudo, deverá ser a Petrobras, por meio da cláusula de investimentos em P&D da ANP.
O projeto contratado pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), tem prazo de implantação de dois anos, etem previsão de inauguração para o segundo semestre de 2012.
O novo Laboratório implantado testará os motores de ciclo Otto (é um ciclo termodinâmico, que idealiza o funcionamento de motores de combustão interna de ignição por centelha), esse tipo de motor é utilizado na maioria dos carros de passeio que atualmente são comercializados.
Além de servir como suporte para as pesquisas de adequação dos aditivos da gasolina para torná-la mais comercial e eficaz, o espaço também servirá para várias outras pesquisas.
“O laboratório será fundamental para uma série pesquisas em diferentes áreas do INT, envolvendo energia, corrosão, biocombustíveis e catálise, fechando o ciclo de vários estudos em curso”, isso é o que Valéria Said Pimentel, gerente da área de de Engenharia de Avaliações do INT, diz a respeito do novo laboratório que será implantado.
Para avaliar a potência dos motores testados, um dinamômetro de bancada está entre os equipamentos. Além disso haverá também uma bancada para monitorar as emissões de gases. Todos os fabricantes de motores e combustíveis poderão fazer uso dos serviços prestados pelo laboratório.
Os técnicos do INT participaram de uma reunião do grupo de trabalho Aditivos em Combustíveis, onde discutiram com especialistas da ANP, Petrobras, Montadoras, distribuidoras e outras instituições de pesquisa. O objetivo desta reunião era adaptar a norma Internacional, já existente, para os testes com a gasolina fábricada em nosso país.
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